Por trás da palavra coragem, sabemos que há uma estrada esburacada. Há desgaste, há estrada percorrida, como também, alguns quilômetros à vista. Sempre achei uma qualidade carregada de bagagem ao dizer para certa pessoa (ou atitude) era corajosa, não pelo meu receio da vida, mas por reconhecer, que para muitos a vida nunca foi palco para aplausos. Mas, é aquele famoso ditado de Maya Angelou: sem coragem, não há virtude.
Essa escritora, essa mulher gênia que recentemente descobri, tem uma entrevista imperdível. O rumo da conversa caminha mais ou menos por aí: “eu mencionei a palavra coragem e eu gostaria de dizer mais sobre isso. Encontrar coragem nos líderes, e em você, que se tornará líder. Coragem é a mais importante de todas as nossas virtudes, porque sem coragem, você não poderá exercer nenhuma das outras virtudes, consistentemente, entende? Não dá pra ser consistentemente gentil ou justo, ou humano ou generoso, não sem coragem, pois, se você não tem, mais cedo ou mais tarde, você parará e dirá ‘é muita ameaça, é uma dificuldade muito alta, o desafio é muito grandioso”.

Maya Angelou tem dessas de revirar nossa colcha de pensamentos. Coragem pode ser também combustível, porque nos movimenta à agir conforme o que acreditamos verdadeiramente. Nos potencializa a traçar uma rota boa – pensando que o caminho é muito mais prazeroso de caminhar quando se sabe por onde está passando. Com quem se está passando. Ao mesmo tempo, combustível por combustível, seria só um fogo sem sentido. Precisamos reconhecer o que nos é legítimo. Abrir faróis, expandir nossas formas de esclarecer a estrada. O que é nosso e nunca será. Quem nos coexiste, quem só existe no mundo. Mesmo com todas as dificuldades e estranhezas do caminho, parece quase um termo repetitivo, mas é fato: sabe quando te perguntam o para quê de existir do jeito que você existe reexiste e nessas horas, as palavras nos fogem? Pois é. Elas fogem porque sabemos que fugir de nós mesmos nunca foi opção.





